O apêndice é uma bolsa em formato de tubo, com cerca de 10 centímetros, localizada no intestino grosso (no quadrante direito inferior do abdômen), cuja função ainda é debatida na comunidade médica. Há teorias que defendem que o apêndice não tem função no organismo dos seres humanos de hoje, mas era útil em outras eras, quando a alimentação humana era baseada em plantas e sementes. Há também estudiosos que afirmam se tratar de um órgão do sistema imune, pois contém células linfoides, acumuladas até os 30 anos, aproximadamente; outros dizem se tratar de um órgão do sistema digestivo, pois acumula bactérias importantes no restabelecimento da flora intestinal. Embora não haja consenso a respeito da função do apêndice, médicos e pesquisadores têm a mesma opinião sobre a necessidade de se manter atento aos sintomas de apendicite e a urgência em buscar tratamento adequado.

 

O QUE É APENDICITE?

Apendicite é um problema aparentemente simples: uma inflamação no apêndice causada, normalmente, por acúmulo de bactérias devido à obstrução do órgão – que pode ser causada por fezes ou por gordura –, ou por uma infecção gastrintestinal. A obstrução faz com que as bactérias passem a se multiplicar no interior do apêndice, formando um abcesso.

O processo inflamatório é rápido, entre 12 e 18 horas, os sintomas se tornam mais agudos, e a dor aumenta a ponto de se tornar quase insuportável.

 

QUAIS OS SINTOMAS DE APENDICITE?

– dor que se agrava com o passar das horas, localizada no lado direito, no inferior no abdômen;

– vômito;

– enjoo

– perda de apetite;

– tremores e calafrios;

– diarreia ou constipação;

– febre, inicialmente baixa, mas que tende a aumentar ao longo do tempo.

Se os sintomas persistirem por 12 horas ou mais, é preciso buscar ajuda médica.

 

COMO TRATAR A APENDICITE?

Não há cura para a apendicite, a indicação médica é sempre a remoção por meio de cirurgia. Chamada de apendicectomia, é feita com o paciente anestesiado, e pode ser feita por meio de uma incisão logo acima do apêndice ou por laparoscopia, que é menos invasivo e tem recuperação mais rápida. Cabe ao médico avaliar o caso e definir qual a melhor técnica para cada paciente.

Pode ser que haja a necessidade de se drenar o abcesso antes de realizar a retirada do apêndice, mas, grosso modo, essa cirurgia não apresenta complicações. O paciente se recupera em alguns dias e vive normalmente sem o órgão.

O maior risco da apendicite é a falta de atendimento médico imediato, que pode causar peritonite, rompimento do apêndice, com consequente inflamação na cavidade abdominal.

 

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