As glândulas fúndicas são assim denominadas porque se localizam no fundo do estômago. Elas são produtoras do ácido clorídrico, responsáveis pela digestão do alimento na cavidade gástrica. No entanto, em alguns casos, essas glândulas podem sofrer um crescimento desordenado, conhecido como hiperplasia, e formar pólipos. Ou seja, se você realizou um exame de endoscopia que teve como resultado “pólipos nas glândulas fúndicas”, isso indica a existência de pólipos deste tipo no estômago.

Pólipos são formados, basicamente, pelo crescimento anormal de um tecido, e podem se formar em qualquer órgão vascularizado (que tenha vasos sanguíneos). Entretanto, os mais comuns são no nariz, no útero, no cólon (intestino) e no estômago (glândulas fúndicas). Contudo, a maior parte dos pólipos não tem potencial maligno, isto é, não se “transforma” em câncer, porém, é necessário manter o acompanhamento regular, a fim de verificar o crescimento ou a existência de novos pólipos, principalmente em pacientes com histórico familiar de câncer.

QUAIS OS SINTOMAS DE PÓLIPOS FÚNDICOS?

Essa é uma condição geralmente assintomática (não apresenta sintomas), mas, quando acontecem, dependem da sua localização. Assim, podem ser:

Sintomas dispépticos: É um conjunto de sinais que envolvem aumento de gases, azia, náusea, vômito e diarreia ou constipação. Essas sensações pioram logo após o paciente se alimentar, e podem se tornar crônicas em caso de pólipos maiores.

– Sangramento: Pólipos grandes podem causar sangramento (observado nas fezes). O sangramento pode se dar tanto por alguma necrose no tecido, quanto pela dificuldade de evacuação.

– Anemia: O sangramento prolongado pode causar queda nos níveis de glóbulos vermelhos (hemoglobina). Por isso, é preciso buscar orientação médica sempre que houver sangramento nas fezes.


QUAIS AS CAUSAS DOS PÓLIPOS FÚNDICOS?

As causas dos pólipos fúndicos ainda não estão bem claras na literatura médica. Mas, o que se sabe, é que normalmente são causados por alguma lesão na mucosa gástrica, como gastrite ou infecções por H. pylori. O fator hereditário também pode ser um determinante, assim como hábitos nocivos de vida.

Alguns fatores de risco

*Ter mais de 50 anos;

*Polipose adenomatosa familiar;

*Uso indevido e sem acompanhamento médico de alguns medicamentos antiácidos como, por exemplo, o omeprazol, utilizado para o tratamento da doença do refluxo gastroesofágico;

*Presença da bactéria H. pylori;

*Doenças pré-existentes, como gastrite, pangastrite, esofagite e refluxo gastroesofágico;

*Tabagismo;

*Obesidade.

Prevenção

Assim, diante das causas, adotar um estilo de vida saudável é importante porque pode evitar o surgimento de pólipos gástricos (fúndicos). Isso inclui, portanto: manter uma alimentação equilibrada; praticar exercícios físicos; não fumar; evitar a ingestão de bebidas alcoólicas; não se automedicar; controlar o estresse e a ansiedade.

COMO TRATAR PÓLIPO FÚNDICO?

O tratamento consiste na remoção dos pólipos por endoscopia e no acompanhamento médico – com a realização de exames periodicamente.

Portanto, se tiver alguns dos sintomas, é importante procurar o médico para buscar a causa do problema e propor o tratamento mais adequado.

*Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica.

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