Impedâncio-Phmetria Esofágica Prolongada: Saiba tudo sobre esse exame - Gástrica Usuy

Impedâncio-Phmetria Esofágica Prolongada: Saiba tudo sobre esse exame utilizado para diagnosticar a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE)

A impedâncio-pHmetria esofágica prolongada é um exame para investigar um problema relativamente comum: a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). Ela é utilizada para medir a acidez e a intensidade do refluxo ácido do estômago no esôfago e faringe, pois consiste em acompanhar o pH intraesofágico continuadamente, por 24 horas, abrangendo períodos de refeição, digestão, sono etc.

QUANDO A IMPEDÂNCIO-pHAMETRIA ESOFÁGICA PROLONGADA É INDICADA?

Esse exame tem os mesmos princípios da pHmetria isolada, com a diferença que também demonstra refluxos não ácidos. Ele é usado para detectar toda a atividade de refluxo (líquido, gasoso ou misto) e usa o pH para caracterizar cada episódio como ácido ou não ácido, estando ou não o paciente sob efeito de IBP (medicamento inibidor da bomba de próton), oferecendo toda informação necessária para uma avaliação abrangente do refluxo ácido e não ácido, assim como a correlação entre sintoma e refluxo.

Assim, impedâncio-pHmetria esofágica prolongada aumenta a possibilidade de diagnóstico da doença do refluxo gastroesofágico e da correlação do refluxo com sintomas atribuíveis a ele, especialmente para regurgitação e tosse crônica, com ganho diagnóstico de 30% em comparação com a pHmetria comum. Também é capaz de demonstrar com exatidão a quantidade de episódios de refluxo que atingem o esôfago proximal e a faringe durante 24 horas, permitindo um resultado negativo verdadeiro para pessoas que não tenham DRGE.

Desse modo, a impedâncio-pHmetria esofágica prolongada é recomendada a pacientes com queixas de dores torácicas de origem não cardíaca, sintomas de refluxo gastroesofágico, regurgitação, tosse seca crônica, dificuldade e/ou dor para engolir, vômitos e náuseas recorrentes.

COMO É O PROCEDIMENTO E QUAIS OS PREPARATIVOS PARA A REALIZAÇÃO DO EXAME?

Para a realização do exame, o paciente deve:

  • estar em jejum de seis horas, no mínimo;
  • comunicar ao médico o uso de medicamentos contínuos, pois cabe ao médico pedir ou não a suspensão dos remédios;
  • levar consigo o resultado da última endoscopia realizada.

O procedimento é simples e indolor, pois é realizado com anestesia local – em gel ou spray nas narinas e garganta. Ele consiste na inserção de uma sonda flexível pela narina, para registrar o pH do tubo digestivo superior. A sonda é ligada a um aparelho portátil (que monitora o pH) preso por uma bolsa à cintura do paciente. Esse processo de colocação da sonda leva em torno de 15 minutos e o paciente deve realizar suas atividades normalmente, apenas com o cuidado de anotar sua rotina para auxiliar no diagnóstico. No dia seguinte, a sonda é retirada, e o diagnóstico é feito através dos dados registrados no aparelho.

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