Praticamente 50% das pessoas em todo o mundo já foram ou serão infectadas por H. pylori. A bactéria Helicobacter pylori vive no estômago e no intestino e pode causar danos à parede (mucosa) desses órgãos.

Estes problema provoca doenças como a DRGE (doença do refluxo gastroesofágico), gastrite, gastroenterite e úlceras gástricas. Além disso, é de ser fator de risco para o desenvolvimento de câncer gástrico. Pode causar, ainda, câncer no intestino ou do linfoma MALT (Tecido Linfoide associado a mucosa).

As principais complicações

Entre as complicações da infecção por Helicobacter pylori, uma das mais comuns é a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). Esta pode ser agravada – também – pelo tratamento com antibiótico contra a bactéria, pois tanto a H. pylori quanto os remédios usados para combatê-la agridem a parede do estômago, causando ou complicando o quadro de refluxo gastroesofágico.

Para saber mais sobre as causas, o diagnóstico, o tratamento da infecção por H. pylori, leia o post H. pylori: Como diagnosticar e tratar essa bactéria que causa dores abdominais!

Assim, para diminuir os danos causados pela bactéria e/ou pelos antibióticos, é comum a prescrição de medicamentos inibidores da bomba de prótons (IBPs). Entre eles estão Omeprazol, Pantoprazol e Dexlansoprazol, entre outros. Embora sejam muito comuns – os IBPs são a categoria de medicamentos mais vendida no mundo – seu uso nunca deve ser feito sem prescrição médica. Além disso, acompanhamento é fundamental.

Além do tratamento com medicamento, em alguns casos, a adoção de uma dieta mais saudável é indicada como tratamento principal (quando ainda não há necessidade de se prescrever antibiótico). Ou, ainda, como tratamento associado. Contudo, a boa alimentação também é fundamental para a diminuição de alguns dos sintomas do refluxo gastroesofágico. Entre eles, queimação, dor abdominal e sensação de estufamento.

Alimentos que ajudam a tratar os sintomas de refluxo causado por H. pylori

Normalmente, quem convive com a doença do refluxo gastroesofágico sofre após as refeições. Isso acontece porque a DGRE é causada por um problema no funcionamento da válvula entre o estômago e o esôfago, que não fecha corretamente. Assim, isso acaba permitindo que o ácido do estômago (suco gástrico), produzido para a digestão dos alimentos, “vaze”, alcançando a parede do esôfago, causando, entre outros sintomas, a queimação. Para evitar que isso aconteça, portanto, são recomendadas algumas mudanças no estilo de vida. Entre elas, estão mastigar devagar, comer sem pressa e não exagerar na quantidade de comida a cada refeição. Alguns alimentos devem ser ingeridos regularmente por pessoas com refluxo. Por exemplo:

– Aveia: Ajuda a neutralizar o excesso de acidez no estômago. Assim, por ser fonte de fibra de ótima qualidade, regula a digestão, fazendo com que o alimento passe mais facilmente por todo o tubo digestivo.

– Batata-doce: Frutas (exceto as cítricas), verduras e legumes são indicados para pessoas com DGRE. No entanto, a batata-doce é ainda mais recomendada porque ajuda a diminuir a acidez do estômago. O mesmo ocorre com a abóbora, a cenoura, o feijão verde e a erva-doce.

– Gengibre: É um potente anti-inflamatório natural e possui propriedades que ajudam na digestão. Possui enzimas que ajudam a quebrar moléculas de gorduras e de proteínas.

– Mamão: É fonte das enzimas proteolíticas, quimopapaína e papaína, que  auxiliam na digestão de proteínas. Reduz o inchaço, a constipação e a azia.

Tão importante quanto acrescentar alimentos saudáveis, é necessário tirar também do cardápio comidas industrializadas, alimentos muito condimentados, frituras, carnes gordurosas, carne vermelha, embutidos, frutas ácidas, refrigerantes e bebidas alcoólicas.

No entanto, se os sintomas persistirem, uma investigação mais detalhada deve ser realizada.

Para saber mais:

Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) – O que é e como tratar?

[e-Book] Tratamento por endoscopia para a Doença do Refluxo

Conheça 10 hábitos que ajudam a reduzir os sintomas do refluxo gastroesofágico


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