Testes de Hidrogênio Expirado

Sintomas relacionados ao aparelho digestivo, como náuseas, empachamento, eructações(arroto), inchaço abdominal, cólicas, flatulência excessiva, diarreia e constipação, podem ser decorrentes de enfermidades benignas do trato digestório. Dentre essas enfermidades pode-se destacar a intolerância alimentar e o supercrescimento bacteriano do intestino delgado que é uma condição clínica muito prevalente entre pacientes com doenças digestivas.

Em indivíduos normais, os carboidratos são absorvidos por enzimas no intestino delgado. Quando há baixa quantidade ou ausência dessas enzimas, os carboidratos chegam ao colón e são digeridos pelas bactérias, causando fermentação bacteriana. Este processo de fermentação resulta em formação de gases, especialmente o hidrogênio e o metanocausando sintomas. Desses gases uma parte é expelida como flatus, e outra é absorvida, atingindo a corrente sanguínea, chegando até ao pulmão, onde são excretados.

Então, já pensou em fazer um exame respiratório para diagnosticar disfunções gástricas e intestinais sem ter de tirar sangue?  Apesar de ser novidade para muitas pessoas, o teste respiratório de hidrogênio é o melhor exame para detectar intolerância à carboidratos, como lactose e frutose e a presença de supercrescimento bacteriano do intestino delgado.

O que é?

– O teste respiratório de hidrogênio consiste em um exame simples, indolor, e não invasivo, podendo ser realizado em pessoas de qualquer idade.  Ele parte do princípio de que o gás de hidrogênio e/ou metano contido na expiração, provém da fermentação bacteriana intestinal.

– Por meio da expiração do paciente, é realizado a aferição dos gases presentes, durante três a cinco horas, em intervalos de tempo determinados.

Como este exame funciona?

– Primeiramente o paciente deverá passar por um preparo que será instituído e orientado no momento do agendamento do exame, dentre eles, resumidamente:

– Antibióticos devem ser evitados por 4 semanas antes do exame

– Evitar a ingesta de carboidratos de lenta absorção e fibrasna noite anterior ao exame

– Grãos, cereais: aveia, arroz integral, pão/biscoito integral, pão de centeio, linhaça, chia, soja, pipoca, trigo, etc.
– Leguminosas: feijão, lentilha, ervilha, etc.
– Frutas: laranja, maçã, manga, ameixa, pera, abacate, kiwi, morango, banana, ameixa seca, mamão, etc.
– Hortaliças e Legumes: couve, repolho, agrião, berinjela, cenoura, batata doce, espinafre, beterraba, tomate, brócolis, mandioca, vagem, etc.
– Oleaginosas: amendoim, amêndoa, nozes, etc.

  • Alimentos permitidos: Pães não integrais, biscoito maisena/maria sem leite/lactose, biscoitos não integrais, café, chá, margarina e manteiga sem lactose, arroz branco, macarrão não integral, macarrão de arroz, carne de boi, frango, ovo, peixe.

– Tabagismo e o exercício físico devem ser evitados 2 horas antes do exame

– Medicamentos como laxativos, se tolerado, devem ser interrompidos por pelo menos 1 semana antes do exame.

– Probióticos (floratil, repoflor, prolive, bifilac, simbioflora, etc,) devem ser descontinuados por 4 semanas antes do exame

– Jejum de 8-12 horas

– Antes de iniciar o teste o paciente deverá realizar a higiene bucal (escovar os dentes e enxaguar a boca com água anti-séptica e água) para eliminar um possível pico de hidrogênio precoce devido à ação de bactérias orais.

– Após o paciente inicia o teste assoprando vagarosamente em um aparelho que medirá a concentração inicial (basal) do gás de hidrogênio.

– Em seguida o paciente ingere uma solução contendo o carboidrato a ser testado (lactose, frutose, sacarose, glicose, xilose ou sorbitol), após administração, realiza-se medições a cada 15/30 minutos por 3-5 horas do gás de hidrogênio exalado.

– Se o paciente digerir normalmente os açúcares, não será observada nenhuma alteração nos níveis de hidrogênio na expiração. Se houver intolerância, o resultado será dado ao final do exame.

– É muito importante ao longo do teste, o paciente informar ao técnico, quais os sintomas que estão aparecendo.

– Após o teste o paciente poderá retornar a sua dieta e atividades normais.

Quais as indicações?

– 1ª é quando os açúcares da dieta não têm digestão normal. O mais frequente deles é a lactose, o açúcar do leite. As pessoas que são incapazes de fazer a digestão apropriada da lactose são denominadas de intolerantes à lactose. Ele também pode ser usado para diagnosticar problemas com a digestão de outros açúcares como a frutose.

– 2ª é para diagnosticar supercrescimento bacteriano do intestino delgado, uma  situação em que um número maior que o normal de colônias bacterianas estão presentes no intestino delgado.

– 3ª é para diagnosticar a passagem rápida do alimento através do intestino delgado.

** Todas essas três situações podem causar dor abdominal, estufamento e distensão abdominal, flatulência excessiva e diarreia.

– Os testes respiratórios são uma solução eficaz e indolor aos exames feitos através de coleta de sangue, por isso, é especialmente indicado para pacientes sensíveis, bebês e crianças.

Há algum risco?

– É um exame seguro, que não apresenta riscos ao paciente.

– No entanto os pacientes podem apresentar alguns efeitos colaterais pela ingestão dos carboidratos, como distensão abdominal, flatulência, náuseas e diarreia.

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