Assim como a colocação, a retirada do balão intragástrico é um procedimento clínico endoscópico, feito com o paciente sedado e deve ter somente os mesmos cuidados prévios que uma endoscopia – jejum de oito horas de alimentos, de quatro horas de bebidas, a suspensão de medicamentos deve ser feita conforme orientação médica, assim como a alimentação nos dias precedentes –, tem duração entre 30 e 60 minutos, e ocorre da seguinte maneira: o médico rompe a superfície do balão e aspira todo o líquido que o preenche, em seguida retira-o, esvaziado. Esse processo é indolor e normalmente é bem tolerado pelos pacientes. A alta é dada após um breve repouso, assim que o paciente tiver condições de ir para casa (o paciente não é liberado para sair da clínica sem acompanhante). Nos dias seguintes, é possível que o paciente sinta um leve desconforto e alguma dificuldade para ingerir alimentos sólidos. Essa condição é normalmente aceitável e desaparece em alguns dias.

É importante ressaltar que, por ser um dispositivo facilitador da perda de peso, a retirada do balão intragástrico não significa o fim do tratamento, pois o paciente deverá manter uma alimentação equilibrada e uma rotina de exercícios físicos constantemente.

APÓS A RETIRADA DO BALÃO, É PRECISO MANTER O FOCO

O acompanhamento médico transdisciplinar é fundamental para o sucesso do tratamento, e ele deve começar antes da colocação do balão intragástrico e permanecer durante e, principalmente, após a retirada. Profissionais de nutrição, endocrinologia e psicologia são os mais indicados para auxiliar na perda de peso mais efetiva e duradoura.

Perdas de peso – assim como a obesidade – podem causar alterações hormonais, por isso, é indicado que o acompanhamento com endocrinologista seja regular e constante durante toda a vida do paciente. Ao mesmo tempo em que traz inúmeros benefícios, o emagrecimento pode trazer transtornos de imagem para alguns pacientes, outros podem sofrer com ansiedade e compulsividade, o que dificulta a constância do emagrecimento e pode fazer com que o paciente volte a engordar. Para evitar         que isso aconteça, o acompanhamento psicológico é determinante.

Já o educador físico tem papel fundamental na proposição de atividades para uma rotina mais ativa e treinos específicos para cada fase do emagrecimento. Estudos demonstram que pacientes que praticam atividade física com regularidade têm perda de peso de 20 a 40% superior àqueles que não fazem exercícios.

Para o sucesso do tratamento, é imprescindível que o paciente seja seu próprio aliado, que não se autossabote, que evite pensamentos negativos – que se coloque como vítima ou que crie um sistema de recompensar atitudes com comida – e busque se adaptar às orientações médicas e manter um comportamento mais saudável. O paciente deve sempre lembrar que não há perda de peso definitiva e que a obesidade é uma doença que precisa ser constantemente controlada.

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