A obesidade é uma das doenças que mais avançam em países em desenvolvimento, como o Brasil. Se, há pouco tempo, o excesso de peso da população era uma preocupação exclusiva dos países de primeiro mundo, em alguns anos, corre o risco de se tornar uma pandemia. A preocupação é tanta que órgãos como a Organização Pan-Americana para a Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançaram – em 2019 – a Revista Pan-Americana de Saúde Pública. A publicação traz uma série de sobre as ações das Nações Unidas pela Nutrição entre 2016 e 2025, com foco nas questões brasileiras. 

Por conta das comorbidades associadas à obesidade, ela vem se tornando uma das maiores preocupações atuais da saúde pública. Embora a questão estética seja o principal motivo de busca pelo tratamento com balão intragástrico (assim como outros tratamentos para perda de peso), é fundamental considerar a melhora clínica, de bem-estar e os ganhos metabólicos para reduzir o risco de doenças associadas – entre elas, a diabetes e a hipertensão.

Segundo determinação do Conselho Federal de Medicina, o valor do tratamento de perda de peso com balão intragástrico, que inclui colocação, manutenção / acompanhamento e retirada, só pode ser informado ao paciente de maneira individual.

O valor do tratamento depende do tipo de balão, profissionais que irão acompanhar o paciente, despesas da clínica ou hospital onde o tratamento será feito e a equipe que fará o tratamento.  

O QUE É O BALÃO INTRAGÁSTRICO E COMO ELE ATUA NA PERDA DE PESO?

A luta contra a balança é uma realidade de sete em cada dez brasileiros, de acordo com a Associação Brasileira de Nutrologia (Abran). Desses, 95% costumam fazer dietas alimentares restritivas por conta própria. Isso leva a frustrações, efeito sanfona e, em alguns casos, deficiências de vitaminas e outros nutrientes – que podem causar doenças graves.  

Seja qual for a razão pela busca por tratamento médico para perda de peso, há, hoje, inúmeras abordagens – cirúrgicas ou não – que ajudam na perda de peso, auxiliando no emagrecimento saudável e duradouro. Um mecanismo utilizado em vários tratamentos é a diminuição da cavidade gástrica. Com a redução do espaço “livre” no estômago, a pessoa passa a comer menos e, consequentemente, a ingerir menos calorias. 

Entre esses métodos não cirúrgicos, o balão intragástrico se destaca. O balão é um dispositivo temporário que tem o objetivo de tratar pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou maior que 27 (kg/m2) que não tenham apresentado respostas não satisfatórias aos tratamentos clínicos anteriores. 

O balão intragástrico também pode ser indicado como tratamento pré-operatório para pessoas com obesidade mórbida e/ou que apresentam alto risco cirúrgico, para que percam peso antes da realização da cirurgia bariátrica. 

A perda de peso com o balão intragástrico ocorre com a redução da capacidade da   reserva gástrica. O balão é colocado vazio e na sequência é preenchido com soro, podendo ocupar até 50% da capacidade do estômago. O volume do balão é calculado para cada paciente, de modo que gere saciedade prematura. Assim, a pessoa tende a ingerir menor quantidade de comida. 

Entretanto, o mecanismo mais importante e que persiste até a retirada do balão é a lentificação da digestão. Com o retardo do tempo que os alimentos ficam parados no estômago, o paciente demora mais para sentir fome e fica mais tempo saciado após comer.  

No entanto, o balão intragástrico é considerado um método auxiliar de emagrecimento, isto é, sozinho, o dispositivo não garante perda de peso, porém é altamente eficiente quando combinado a hábitos mais saudáveis, com a adoção de uma dieta de baixa caloria e a uma rotina de exercícios físicos. 

Para saber mais sobre valores e indicações do balão intragástrico, agende uma consulta!

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